quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mujeres


Ando cheio de coletâneas prontas e com preguiça de fazer imagem e texto sobre tais pra postar aqui. Então, a Mariana Fonseca, amiga e leitora, fez uma montagem bem bacana de Mujeres pra canhotagem. Quem quiser fazer montagem ou texto e até mesmo sugerir uma coletânea é só dizer.

Obviamente que este disco, são músicas cantadas por mulheres, que comento a seguir;

01) Deerhoof - +81
Bandinha que eu conheci há pouco, sem querer. Uma levadinha animada com uns ecos de Mutantes (?!).

02) Pixies - Bam Thwok
Pra marcar a volta da banda em 2005, Frank Black teve que pedir a Kim Deal pra nos trazer uma porrada atordoante tão forte quanto Gigantic.

03) Be Your Own Pet - Adventure
Uma destas bandas que veio no rastro retrô e não fizeram um álbum que presta ainda. Então, o que nos interessa é coisa boa e tá aqui o melhor delas.

04) Veruca Salt - All Hail Me
Essa banda foi promessa da ressaca fim de grunge nos idos de 1993. Aqui num hit serial killer. Olha o clip que malvadão.

05) Prototypes - Je Ne Te Connais Pas
Quem disse que som pauleira em francês não desce?

06) Le Tigre - TKO
Hino muderninho obrigatório pra moças de bom gosto

07) The Slits - Typical Girls
Essas aqui faziam um punk-dub em fins dos 70 e logo terminaram. Aviso que não são nada típicas.

08) Juliette Lewis & The Licks - You're Speaking my Language
A nossa querida atriz e eterna Mallory Knox, no palco parece uma encarnação feminina do Iggy Pop. Ponto pra ela.

09) The Kills - The Good Ones
Precisávamos de algo ao mesmo tempo forte e sensual, daí veio essa com levadinha electro-bossa e tudo.

10) L7 - Riding With a Movie Star
Uma banda feminina que definitivamente marcou época. Não eram metal, não eram punks e muito menos grunge. Ô, mas se não faziam um bom som barulhento...

11) The Distillers - Drain the Blood
Como o Hole não vingou de um jeito escroto e fortão, veio a Brody Dale e dominou.

12) X Ray Spex - Oh Bondage! Up Yours
Gritado, visceral e com um saxofone lindão ainda por cima. Crássico com certeza!

13) Yeah Yeah Yeahs - Rich
Sintetizada milimetricamente com um teclado que lembra o joguinho Kull do Atari (isso ninguém vai lembrar), faz parte de Fever to Tell, um grande disco de 2003.

14) Sleater-Kinney - Burn, Dont' Freeze
Aqui eu acho que é minha predileta pra subir os créditos.

Gostou? Então baixa logo os mp3 separadinhos que não é aquela coisa chata de podcast!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Kréu Krio - Mercado Novo

Até esta sexta-feira, acontece no Mercado Novo a Kréu Krio, exposição autônoma temporária de arte urbana. Sua intenção é aproveitar a atual efervescência da cidade junto à Bienal Internacional do Graffiti e promover uma mostra paralela com trabalhos de artistas e coletivos urbanos em atuação. A exposição foi formada por dezenas de tapumes de madeira, tecidos e instalações com intervenções diversas.

Uma idéia não necessariamente subversiva, porém complementar. Neste período repleto de arte urbana pelos assépticos espaços de galerias de arte, a Kréu Krio é um evento que valoriza as linguagens das ruas e suas diversas variações, independente de suporte e num local bem condizente com o espírito do caos da cidade. Um espaço a mais para a criatividade se potencializar e tomar novas proporções, além daquelas ditadas pelo o que já é institucional.

Para ser produzido, o evento não conta com leis de incentivo ou patrocínio. O que o justifica é o desafio prazeroso de expressar e demonstrar o potencial artístico da cidade, de fundamental importância para o seu cotidiano e a sua população. Kréu Krio não se pretende ser uma amostra, simplesmente. Pode ser entendida como uma repaginada dos movimentos independentes em Belo Horizonte, como Kaza Vazia, Vacas Magras, Rotatória, e porque não Zombie Walk?

Kréu Krio está longe de se pautar numa arte urbana de nicho, necessariamente. Ainda assim, na busca por um vestígio essencialmente asfáltico e provocante. No suporte, preocupa-se em transpassar da cidade um ser imagético e sensitivo que remeta à sua realidade.

Kréu Krio – Exposição Autônoma Temporária
Até o dia 05 de setembro, das 12h às 18h.
Local: Mercado Novo (Av. Olegário Maciel, 742, 3º andar)
Entrada Gratuita.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Bota e Chapéu



Não tem nada a ver com festa junina, como já é quase agosto, nem julhina. Então, mando aqui o disco bota e chapéu, que dá um passeio pela música popular de violão em nossos tempos. A genuína viola longe da cidade, com suas lamentações empolgantes que descambaram no rock.

Aqui vai o setlist do baixável Bota e Chapéu - comentado de leve;

01) Patrick Fitzgerald - Safety Pin Stuck in my Heart
Não fosse essa, esse CD não existiria (como se tal existisse). Pra tocar no meu enterro.

02) Mallu Magalhães - Folsom Prison Blues (Johnny Cash cover)
A hype da vez numa versão de colégio sincero.

03) John Renbourn - Nobody's Fault but Mine
Essa o Led Zeppelin fez bem diferente. Nem por isso melhor, confira.

04) Jello Biafra & Mojo Nixon - Love me i'm a Liberal
O ex-Dead Kennedys pensou; "Odeia a música? Seja a música."

05) Mike Ness - The Devil in Miss Jones
Faroeste-spaghetti com o senhor da distorção social.

06) The Soggy Bottom Boys - I Am a Man of Constant Sorrow
Pra quem já viu uns fugitivos-cantores em algum lugar da década de 1930...

07) The Nightwatchman - One Man Revolution
A guitarra do Rage Against the Machine fala em outros ritmos.

08) Marilyn Manson - White Trash (Tony F. Wiggins mix )
Uma distopia racial por Twiggy Ramirez.

09) Danzig - I'm the One
Blues machista e satânico.

10) Johnny Cash - Man in Black
A túnica do homem de negro.

11) John Fahey - Dance of the Inhabitants of the Palace of King Philip XIV of Spain
Brilhante tema instrumental. Um achado.

12) Robert Johnson - Travelling Riverside Blues
O pai espreme um limão e blasfema um cado.

13) Woody Guthrie - This Land is your Land
Uma coisa pré-sem-terra num outro país.

14) The Steve Miller Band - Serenade
Essa lembra idos de 1995 em João Monlevade.

15) Bob Dylan - The Times They are a-Changin'
Sem fim ou não, termina a mudança do tempo?

16) Cracker - White Riot (The Clash cover)
Anyway, esta farofa começa e termina punk!



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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ocupar Espaços - Diamantina e Sabará

Fazem uns dois meses que o blog, contrariando minha vontade não foi atualizado. Ainda bem que foi por um bom motivo. Estou trabalhando no Ocupar Espaços, projeto de edu-comunicação que termina amanhã, nas cidades de Diamantina e Sabará com duas exibições de vídeo em formato de intervenção urbana, similares e acontecendo simultaneamente. E o mais legal é que elas estarão em conexão ao vivo, comandadas por pessoas da periferia que se conheceram para executar o projeto.

Serão 6 projetores de vídeo em cada local, com diversos curtas-metragens e experimentos áudio-visuais produzidos por participantes dos pontos de cultura de cada cidade que frequentaram uma oficina onde aprenderam noções de vídeo, meta-reciclagem e música desde fevereiro deste ano até agora.

Pra quem se interessar, vou contar algumas da coisas que achei mais legal em cada local;

- Câmera com balão filmando a Praça 1º de Maio em tempo real (à lá padre voador) e estação de vídeo improvisada em carrinho de supermercado pra entrevistar os transeuntes (em Sabará);

- Tapete que emite notas musicais, feito durante oficina de metareciclagem para dançar break e telão para interagir com tags laser para pintura momentânea (com Fred Paulino).

Daí, passarão também diversos vídeos produzidos pelos alunos durante estes últimos meses, que ficaram muito legais. Alguns projetados no chão (Diamantina) e até em caminhão de lixo (Sabará) etc. Os dois eventos foram incorporados à programação do Festival de Inverno das respectivas cidades.

Como chegar aos locais dos eventos

Em Diamantina na Praça Doutor Prado e em Sabará na Praça Primeiro de Maio, no bairro General Carneiro (que passando pela estrada velha, fica mais perto de BH do que da própria cidade). Nesta sexta, 18/07, das 19 ás 22 horas.

Para chegar em Sabará, a referência é a Igreja São José, mas não é no centro histórico, tem o mapa:






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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Chansons Gainsbourg

Faz um tempo que resolvi ‘adotar’ Serge Gainsbourg. Cheguei a ler sua biografia e escrever dois textos sobre ele aqui a aqui. Muita gente pode não ter a mínima paciência ou até mesmo estar de saco cheio pra escutar música francesa. E de um sujeito que morreu em 1991? Bem, acho que ele tinha mais criatividade que muito defunto por aí.

Em 2005 saiu um tributo a ele com um monte de medalhão cantando seus clássicos em inglês (sic). Até cheguei a colocar uma faixa dessa coletânea aqui na Chansons Gainsbourg, que é um rap com Gonzales e Feist.

Não há apenas canções do homem que bebeu cigarros demais, tem também o que fiz de relação com coisas dele em outros artistas de seu pais que ouvi desde então. Com um privilégio aos ritmos com batuque, desde o comeco, na bossa com o nome do poeta frances que foi o visionario do mundo pos-moderno. Passa também pelo mambo de Cha Cha Cha Du Loup até a versao abrasileirada que as japinhas do Cibo Matto deram para o classico de motel, Je t'Aime (Moi Non Plus).

Pode vir tranquilo que tem rock, tem reggae, jazz e um pouco da pluralidade de coisas pensadas por este grande compositor e algumas de suas influencias. Enfim, um monte de música boa pra quem quiser. É só baixar através do link no título;

Chansons Gainsbourg;

01) Serge GainsbourgBaudelaire
02) Luna - Bonnie & Clyde
03) Serge GainsbourgCannabis

04) CzerkinskyNatacha
05) Serge Gainsbourg - Cha Cha Cha Du Loup
06) Mike Patton - Ford Mustang
07) Serge Gainsbourg - Harley Davidson (reggae)
08) Stereo Total - Vilaines Filles, Mauvais Garçons
09) Serge Gainsbourg - Requiem Pour un Con
10) Gonzales & Feist - Boomerang 2005 (Comme un Boomerang)
11) Serge Gainsbourg - Couleur Café
12) France Gall - Dis à Ton Capitaine
13) Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot- Comic Strip

14) Arthur H. - Est Ce Que Tu Aimes (Avec M.)
15) Cibo Matto - Je t'Aime (Moi Non Plus)
16) April March - Chick Habit

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