terça-feira, 16 de dezembro de 2008

GNZ World Friends

Imagem meramente ilustrativa. Nada de agressão ao gênio Noel Rosa.
Tem gente que não suporta rap. Tem gente que não suporta misturas. GNZ gosta e faz de tudo um pouco. É uma versão Chuck Norris (?!) de rapper aqui da vizinhança do Curral del Sapo. Habilitado em artes plásticas, assim como Serge Gainsbourg, preferiu seguir a carreira musical. De três anos pra cá, já gravou mais músicas do que Noel Rosa em sua carreira pelo mundo do samba.
E o mundo do rap de Higienezê é preenchido por caminhos de fibra ótica nos 7 mares. Grava com os mais diversos tipos de pessoas, ideologias e estilos. Por isso que o sujeito é tão idiossincrático. Seja com o finado Ponta Pronta, no punjante coletivo Casa B ou com o místico rap progressivo do ODH, o baixinho impõe sua presença nessa salada de gente.

A levada contínua com falas simultaneamente velozes e compreensíveis dão aos seus ouvintes a sensação de estar escutando uma voz de presença marcante. Além dos grandes parceiros Rato, Gurila Mangani, Enecê, DMS, Mansur, Meia Beats ou quem quer que seja, o cara deixa sua responsabilidade sonora impressa. São tantos MCs e produtores que eu nem vou comentar as faixas, só dizer que tem umas coisas fodaças não só do GNZ, mas de toda a família Casa B 'representada'.
Quem quiser baixa, tá aqui:

01) GNZ - Maldito (Meia Beats)
02) Ponta Pronta - Vapor Amores
03) DMS - Desguerra
04) Gurila Mangani - Rotatória (Mahal & GNZ)
05)GNZ - Tudo ou Nada (Mansur)
06) Ponta Pronta - Pequeno (DMS, GNZ & Kasper Roots)
07) Rato - Esse que se Vai (GNZ)
08) Sherpa - Garibaldi Afrikanoyd (gnz & pro)
09) GNZ - O Pano Desce (Cozin beats)
10) Ponta Pronta - P.P. (Rato, Gurila, Kasper Roots, DMS & Sweet)
11) GNZ - Vice-Vérsa (Totoin mix)
12) GNZ - Forty Bottles (Enterprize)
13) O.D.H. - Nação da Mata
14) GNZ - Nunca Diga Nunca (Meia Beats)
15) GNZ - Vaca Profana (Psychojoanes)

sábado, 15 de novembro de 2008

Dub Ska Connect Punk etc


Não é raprockandrollpsychodeliahardcoreragga ao mesmo tempo que é uma salada quase tão tiro pra todo lado quanto esse nome. É só clicar pra baixar os mp3 todos picadinhos, não é podcast. São esses sons aqui ó;

01) M-1 - Gunslinger
O rapper do Dead Prez fez uma boa levada malvada no ritmo caribenho.

02) Potlatch - Think About It
Fez parte de uma coletânea da antiga revista Showbizz e mesmo assim ainda me amarro neste som nervoso. O mais legal é que o cantado se parece com uma narração de um jogo de futebol.

03) Pere Ubu - Heaven
Com certeza o Pixies bebeu bastante aqui. Basta.

04) Sublime - Wrong Way
Banda responsável pela revitalização pop do gênero num de seus melhores momentos.

05) The Slits - Instant Hit
Vê se escuta no fone de ouvido sem cair no chão!

06) Santogold - Guns of Brooklyn
A nova-ioquina cria de Diplo com MIA foi esperta em pegar esse som do The Clash.

07) Bad Brains - I & I Survive
A maior banda de hardcore tocada por negros em seu maior clássico, que é um ska...

08) Madness - Baggy Trousers
Incrível como pode existir ska new wave bom!

09) Tim Armstrong - Wake Up
Trabalho solo do vocalista do Rancid com a melhor do album.

10) Los Fastidios - Fetter Skinhead
Esta é uma pancadona. Puristas de plantão, saibam que o movimento OI original, nada tem de racista.

11) Mighty Mighty Bosstones - Simmer Down
A voz garbosa do vocalista do vocalista do MMB deu uma atualizada boa nesta canção marleyra.

12) RX Bandits - Overcome
Nem sempre ska deve ser agitado e descontraído. Há bom ska rude e introspectivo.

13) Rancid - I Wanna Riot

É só baixar 0800 aqui .


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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mujeres


Ando cheio de coletâneas prontas e com preguiça de fazer imagem e texto sobre tais pra postar aqui. Então, a Mariana Fonseca, amiga e leitora, fez uma montagem bem bacana de Mujeres pra canhotagem. Quem quiser fazer montagem ou texto e até mesmo sugerir uma coletânea é só dizer.

Obviamente que este disco, são músicas cantadas por mulheres, que comento a seguir;

01) Deerhoof - +81
Bandinha que eu conheci há pouco, sem querer. Uma levadinha animada com uns ecos de Mutantes (?!).

02) Pixies - Bam Thwok
Pra marcar a volta da banda em 2005, Frank Black teve que pedir a Kim Deal pra nos trazer uma porrada atordoante tão forte quanto Gigantic.

03) Be Your Own Pet - Adventure
Uma destas bandas que veio no rastro retrô e não fizeram um álbum que presta ainda. Então, o que nos interessa é coisa boa e tá aqui o melhor delas.

04) Veruca Salt - All Hail Me
Essa banda foi promessa da ressaca fim de grunge nos idos de 1993. Aqui num hit serial killer. Olha o clip que malvadão.

05) Prototypes - Je Ne Te Connais Pas
Quem disse que som pauleira em francês não desce?

06) Le Tigre - TKO
Hino muderninho obrigatório pra moças de bom gosto

07) The Slits - Typical Girls
Essas aqui faziam um punk-dub em fins dos 70 e logo terminaram. Aviso que não são nada típicas.

08) Juliette Lewis & The Licks - You're Speaking my Language
A nossa querida atriz e eterna Mallory Knox, no palco parece uma encarnação feminina do Iggy Pop. Ponto pra ela.

09) The Kills - The Good Ones
Precisávamos de algo ao mesmo tempo forte e sensual, daí veio essa com levadinha electro-bossa e tudo.

10) L7 - Riding With a Movie Star
Uma banda feminina que definitivamente marcou época. Não eram metal, não eram punks e muito menos grunge. Ô, mas se não faziam um bom som barulhento...

11) The Distillers - Drain the Blood
Como o Hole não vingou de um jeito escroto e fortão, veio a Brody Dale e dominou.

12) X Ray Spex - Oh Bondage! Up Yours
Gritado, visceral e com um saxofone lindão ainda por cima. Crássico com certeza!

13) Yeah Yeah Yeahs - Rich
Sintetizada milimetricamente com um teclado que lembra o joguinho Kull do Atari (isso ninguém vai lembrar), faz parte de Fever to Tell, um grande disco de 2003.

14) Sleater-Kinney - Burn, Dont' Freeze
Aqui eu acho que é minha predileta pra subir os créditos.

Gostou? Então baixa logo os mp3 separadinhos que não é aquela coisa chata de podcast!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Kréu Krio - Mercado Novo

Até esta sexta-feira, acontece no Mercado Novo a Kréu Krio, exposição autônoma temporária de arte urbana. Sua intenção é aproveitar a atual efervescência da cidade junto à Bienal Internacional do Graffiti e promover uma mostra paralela com trabalhos de artistas e coletivos urbanos em atuação. A exposição foi formada por dezenas de tapumes de madeira, tecidos e instalações com intervenções diversas.

Uma idéia não necessariamente subversiva, porém complementar. Neste período repleto de arte urbana pelos assépticos espaços de galerias de arte, a Kréu Krio é um evento que valoriza as linguagens das ruas e suas diversas variações, independente de suporte e num local bem condizente com o espírito do caos da cidade. Um espaço a mais para a criatividade se potencializar e tomar novas proporções, além daquelas ditadas pelo o que já é institucional.

Para ser produzido, o evento não conta com leis de incentivo ou patrocínio. O que o justifica é o desafio prazeroso de expressar e demonstrar o potencial artístico da cidade, de fundamental importância para o seu cotidiano e a sua população. Kréu Krio não se pretende ser uma amostra, simplesmente. Pode ser entendida como uma repaginada dos movimentos independentes em Belo Horizonte, como Kaza Vazia, Vacas Magras, Rotatória, e porque não Zombie Walk?

Kréu Krio está longe de se pautar numa arte urbana de nicho, necessariamente. Ainda assim, na busca por um vestígio essencialmente asfáltico e provocante. No suporte, preocupa-se em transpassar da cidade um ser imagético e sensitivo que remeta à sua realidade.

Kréu Krio – Exposição Autônoma Temporária
Até o dia 05 de setembro, das 12h às 18h.
Local: Mercado Novo (Av. Olegário Maciel, 742, 3º andar)
Entrada Gratuita.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Bota e Chapéu



Não tem nada a ver com festa junina, como já é quase agosto, nem julhina. Então, mando aqui o disco bota e chapéu, que dá um passeio pela música popular de violão em nossos tempos. A genuína viola longe da cidade, com suas lamentações empolgantes que descambaram no rock.

Aqui vai o setlist do baixável Bota e Chapéu - comentado de leve;

01) Patrick Fitzgerald - Safety Pin Stuck in my Heart
Não fosse essa, esse CD não existiria (como se tal existisse). Pra tocar no meu enterro.

02) Mallu Magalhães - Folsom Prison Blues (Johnny Cash cover)
A hype da vez numa versão de colégio sincero.

03) John Renbourn - Nobody's Fault but Mine
Essa o Led Zeppelin fez bem diferente. Nem por isso melhor, confira.

04) Jello Biafra & Mojo Nixon - Love me i'm a Liberal
O ex-Dead Kennedys pensou; "Odeia a música? Seja a música."

05) Mike Ness - The Devil in Miss Jones
Faroeste-spaghetti com o senhor da distorção social.

06) The Soggy Bottom Boys - I Am a Man of Constant Sorrow
Pra quem já viu uns fugitivos-cantores em algum lugar da década de 1930...

07) The Nightwatchman - One Man Revolution
A guitarra do Rage Against the Machine fala em outros ritmos.

08) Marilyn Manson - White Trash (Tony F. Wiggins mix )
Uma distopia racial por Twiggy Ramirez.

09) Danzig - I'm the One
Blues machista e satânico.

10) Johnny Cash - Man in Black
A túnica do homem de negro.

11) John Fahey - Dance of the Inhabitants of the Palace of King Philip XIV of Spain
Brilhante tema instrumental. Um achado.

12) Robert Johnson - Travelling Riverside Blues
O pai espreme um limão e blasfema um cado.

13) Woody Guthrie - This Land is your Land
Uma coisa pré-sem-terra num outro país.

14) The Steve Miller Band - Serenade
Essa lembra idos de 1995 em João Monlevade.

15) Bob Dylan - The Times They are a-Changin'
Sem fim ou não, termina a mudança do tempo?

16) Cracker - White Riot (The Clash cover)
Anyway, esta farofa começa e termina punk!



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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ocupar Espaços - Diamantina e Sabará

Fazem uns dois meses que o blog, contrariando minha vontade não foi atualizado. Ainda bem que foi por um bom motivo. Estou trabalhando no Ocupar Espaços, projeto de edu-comunicação que termina amanhã, nas cidades de Diamantina e Sabará com duas exibições de vídeo em formato de intervenção urbana, similares e acontecendo simultaneamente. E o mais legal é que elas estarão em conexão ao vivo, comandadas por pessoas da periferia que se conheceram para executar o projeto.

Serão 6 projetores de vídeo em cada local, com diversos curtas-metragens e experimentos áudio-visuais produzidos por participantes dos pontos de cultura de cada cidade que frequentaram uma oficina onde aprenderam noções de vídeo, meta-reciclagem e música desde fevereiro deste ano até agora.

Pra quem se interessar, vou contar algumas da coisas que achei mais legal em cada local;

- Câmera com balão filmando a Praça 1º de Maio em tempo real (à lá padre voador) e estação de vídeo improvisada em carrinho de supermercado pra entrevistar os transeuntes (em Sabará);

- Tapete que emite notas musicais, feito durante oficina de metareciclagem para dançar break e telão para interagir com tags laser para pintura momentânea (com Fred Paulino).

Daí, passarão também diversos vídeos produzidos pelos alunos durante estes últimos meses, que ficaram muito legais. Alguns projetados no chão (Diamantina) e até em caminhão de lixo (Sabará) etc. Os dois eventos foram incorporados à programação do Festival de Inverno das respectivas cidades.

Como chegar aos locais dos eventos

Em Diamantina na Praça Doutor Prado e em Sabará na Praça Primeiro de Maio, no bairro General Carneiro (que passando pela estrada velha, fica mais perto de BH do que da própria cidade). Nesta sexta, 18/07, das 19 ás 22 horas.

Para chegar em Sabará, a referência é a Igreja São José, mas não é no centro histórico, tem o mapa:






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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Chansons Gainsbourg

Faz um tempo que resolvi ‘adotar’ Serge Gainsbourg. Cheguei a ler sua biografia e escrever dois textos sobre ele aqui a aqui. Muita gente pode não ter a mínima paciência ou até mesmo estar de saco cheio pra escutar música francesa. E de um sujeito que morreu em 1991? Bem, acho que ele tinha mais criatividade que muito defunto por aí.

Em 2005 saiu um tributo a ele com um monte de medalhão cantando seus clássicos em inglês (sic). Até cheguei a colocar uma faixa dessa coletânea aqui na Chansons Gainsbourg, que é um rap com Gonzales e Feist.

Não há apenas canções do homem que bebeu cigarros demais, tem também o que fiz de relação com coisas dele em outros artistas de seu pais que ouvi desde então. Com um privilégio aos ritmos com batuque, desde o comeco, na bossa com o nome do poeta frances que foi o visionario do mundo pos-moderno. Passa também pelo mambo de Cha Cha Cha Du Loup até a versao abrasileirada que as japinhas do Cibo Matto deram para o classico de motel, Je t'Aime (Moi Non Plus).

Pode vir tranquilo que tem rock, tem reggae, jazz e um pouco da pluralidade de coisas pensadas por este grande compositor e algumas de suas influencias. Enfim, um monte de música boa pra quem quiser. É só baixar através do link no título;

Chansons Gainsbourg;

01) Serge GainsbourgBaudelaire
02) Luna - Bonnie & Clyde
03) Serge GainsbourgCannabis

04) CzerkinskyNatacha
05) Serge Gainsbourg - Cha Cha Cha Du Loup
06) Mike Patton - Ford Mustang
07) Serge Gainsbourg - Harley Davidson (reggae)
08) Stereo Total - Vilaines Filles, Mauvais Garçons
09) Serge Gainsbourg - Requiem Pour un Con
10) Gonzales & Feist - Boomerang 2005 (Comme un Boomerang)
11) Serge Gainsbourg - Couleur Café
12) France Gall - Dis à Ton Capitaine
13) Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot- Comic Strip

14) Arthur H. - Est Ce Que Tu Aimes (Avec M.)
15) Cibo Matto - Je t'Aime (Moi Non Plus)
16) April March - Chick Habit

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sábado, 31 de maio de 2008

Radio 1 - Established 1967


Nesses tempos de ostentação corporativa que vivemos, só mesmo uma ação de um grande big shot broadcasting pra poder mobilizar medalhões do pop por uma 'causa'. Então, no aniversário de 41 anos da major inglesa Radio 1 (leia-se BBC), saiu uma coletânea repleta de covers saídos direto do estúdio para este álbum.

Tocar música que já era sucesso numa versão descente é uma coisa difícil do capeta. Ou a banda tenta tocar igual ou tenta fazer uma releitura com toque 'pessoal'. As duas maneiras podem dar certo ou errado (a maioria das vezes, tocar igual dá errado).

Difícil encontrar uma música boa, reconheço. Apesar de não conhecer todas a originais, penso que aqui não se encontra uma boa releitura sequer. Tem uma renca de indicação de gravadora no meio de gente séria, como sempre. Ainda bem que existem uns suspiros pulsantes de gente como Foo Fighters, Kaiser Chiefs, Kasabian e The Fratellis. Quem quiser, que procure seu predileto tocando aí embaixo.

Na sequência, a lista dos dois álbuns, com os links pra baixar os respectivos discos nos próprios títulos;

Radio 1 - Established 1967 - "Lado A";
01) Kaiser Cheifs - Flowers In The Rain (The Move cover)
02) The Fratellis - All Along The Watchtower (Jimi Hendrix cover)
03) Amy Winehouse - Cupid (Johnny Nash cover)
04) Robbie Williams - Lola (The Kinks cover)
05) The Streets - Your Song (Elton John cover)
06) Sugababes - Betcha By Golly, Wow (The Stylistics cover)
07) The Feeling - You're So Vain (Carly Simon cover)
08) Foo Fighters - Band On The Run (Paul McCartney & The Wings cover)
09) Kylie Minogue - Love Is The Drug (Roxy Music cover)
10) KT Tunstall - Let's Stick Together (Bryan Ferry cover)
11) Franz Ferdinand - Sound And Vision (David Bowie cover)
12) The Raconteurs - Teenage Kicks (The Undertones cover)
13) Mika Vs. Armand Van Helden - Can't Stand Losing You (The Police cover)
14) Kasabian- Too Much Too Young (The Specials cover)
15) Keane - Under Pressure (Queen cover)
16) McFly - Town Called Malice (The Jam cover)
17) James Morrison - Come Back And Stay (Paul Young cover)
18) The Gossip - Careless Whisper (George Michael cover)
19) The Pigeon Detectives - The Power Of Love (Huey Lewis & The News cover)
20) Lily Allen - Don't Get Me Wrong (The Pretenders cover)

Radio 1 - Established 1967 - "Lado B"
01) Stereophonics - You Sexy Thing (The Chocolate cover)
02) Mutya Buena - Fast Car (Tracy Chapman cover)
03) Editors - Lullaby (The Cure cover)
04) Razorlight - Englishman In New York (Sting cover)
05) Groove Armada - Crazy For You (Madonna cover)
06) Paolo Nutini - It Must Be Love (Madness cover)
07) The Kooks - All That She Wants (Ace of Base cover)
08) Mark Ronson - You're All I Need To Get By (Mary J. Blidge cover)
09) Calvin Harris - Stillness In Time (Jamiroquai cover)
10) Klaxons - No Diggity (Blackstreet cover)
11) Just Jack - Lovefool (The Cardigans cover)
12) Natasha Bedingfield - Ray Of Light (Madonna cover)
13) The Twang - Drinking In LA (Bran Van 3000 cover)
14) The Fray - The Great Beyond (R.E.M. cover)
15) Girls Aloud - Teenage Dirtbag (Wheatus cover)
16) Maximo Park - Like I Love You (Justin Timberlake cover)
17) The View - Don't Look Back Into the Sun (The Libertines)
18) Hard-Fi - Toxic (Britney Spears cover)
19) The Enemy - Father & Son (Yusuf & Ronan Keating)
20) Corinne Bailey Rae - Steady As She Goes (The Raconteurs cover)




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Lasse Gjertsen - Maior beatboxer do mundo!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Estalos de Massa

Longe de querer competir com qualquer Nick Hornby da vida, Estalos de Massa é uma coletânea de músicas despretensiosamente popular, todas encontradas como agulhas num palheiro dentro de um acervo bem razoável. Se o Quentin Tarantino fez isso no seu cinema quando inseria aquelas trilhas macias, você também pode fazer uma dessa aqui.

Tem uns sons das antigas e atuais também. Fazer um breve apanhado pra quem tá com paciência. Começa com a mais genial canção que Elvis Costello compôs na vida. Passa pelo maior hit do one-man-band eletrônico LCD Soundsystem. Depois um chute na Nova Zelândia e seu hino de chapação roqueiro-sentimental. Daí, um marco do britpop que trouxe vigor a um gênero hoje defasado, o tal retrô. Fatboy Slim vem com a música que tem um dos videoclips mais engraçados e toscos de todos os tempos. Ted Leo fez essa música que remete à Elvis Costello antigo ali de trás, só que isso foi em 2003.

A sumida Suzanne Vega traz um clima de sangue sensual nesta esquecida e melodia malemolente. O Honeycut vem com um soul soturno e hipnótico. O gay rock de Lewis Furey (numa música que consta do álbum predileto do escritor/quadrinista Alan Moore) é digno de dar vida numa coleção de moda nessas fashion week por aí. Veio uma coisa bem atual e incomum do Chemical Brothers, um rap feliz, que é a 'dança do salmão'. O house hop do Audio Bullys fica latentemente bem fixado nesta faixa de não ficar parado. O junkie Peter Doherty, quando deixou o Libertines, fez essa grande música como auto-definição. Mesmo sendo a menos melhor canção do CD, a música do Harvey Danger é de lembrar bons tempos mesmo se você ainda não os viveu. E pra acabar, um som que acabou de ser lançado por Mike Patton, que aqui tenta soar como Britney Spears, só que é outra coisa bem melhor.

Aqui vai a lista;

01) Elvis Costello - Chelsea
02) LCD Soundsystem - Tribulations
03) Th' Dudes - Bliss
04) Supergrass - Alright
05) Fatboy Slim - Praise You
06) Ted Leo & the Pharmacists - The High Party
07) Suzanne Vega - Blood Makes Noise
08) Honeycut - Though Kid
09) Lewis Furey - Top Ten Sexes
10) The Chemical Brothers - The Salmon Dance (featuring Fatlip)
11) Audio Bullys - Generation
12) Babyshambles - Fuck Forever
13) Harvey Danger- Flagpole Sitta
14) Mike Patton- A Perfect Twist (vocal)

E na sequência o link para o download destas escolhidas que atiram pra todo lado.




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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Let's Rock? 70!

Um drops do que pode rolar na Mary in Hell neste sábado. Passando do glam ao psicodélico, do punk ao post-punk. Até uma salada tupiniquim rola também. Alguém aí quer indicar mais algum hit do rock 70's?

Se eu animar até explico um pouco de cada musga después.

01) T.Rex - I Love to Boogie
02) Led Zeppelin - Whole Lotta Love (edit)
03) Lou Reed - Vicious
04) The Doors - Tightrope Ride
05) Alice Cooper - School's Out
06) Queen - Bicycle Race

07) Mutantes - Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe...
08) Casa das Máquinas - Casa de Rock
09) The Clash - Hateful
10) Talking Heads - Uh-Oh, Love Comes to Town
11) Elvis Costello - Chelsea
12) Iggy Pop - Lust for Life
13) Gang of Four - Damaged Goods (fast)
14) Ramones - Now I Wanna Sniff Some Glue
15) The Dictators - California Sun


Pra baixar o vinil completo da lista acima em mp3, clica aqui e espera uns segundos...

Com os DJs Frank (50s), Isita Perón (60s), Psychojoanes (70s), Toledão (80s), Yago (90s) e Danyboy(00s). Ah, o flyer pra quem quiser ir ó;




domingo, 27 de abril de 2008

No More Blah Blah Blah

Aqui vem um disco com variados gêneros que produzem melodias a nos incitar sensações das mais diversas possíveis. Que fosse imune de vozes humanas, ajuntei uns sons que possam completar uma ‘bolacha’ de música instrumental.

A sugestão abre com uma música que é trilha sonora de um dos filmes de faroeste mais intrigantes de todos os tempos, tocada numa guitarra solitária por Neil Young. Na seqüência, um grande dos grandes fazedores de melodias surgido nos últimos anos, Rjd2. Os Beastie Boys, num som de seu disco instrumental lançado em 2007,"The Mix Up", num jazz que descamba em batuque brasileiro, com direito a apito e tudo.

Vem uma canção que remete a meninos catando vaga-lume no pasto, composta por Burt Bacharach e tocada por uma das mais influentes bandas da década de 1990, o Faith no More. Depois o guitarrista Frusciante pegou uma batida eletrônica e tocou guitarra por cima de algo que se tornou uma das boas trilhas do filme da vida nos últimos anos.

Ah, os “Fantoches de Carne” chegam a criar algo medieval no leite da donzela. Os australianos do Holy Fuck fizeram uma amável fudelança sentimentalóide que poderia te fazer chorar num dramalhão.

Já vem um naco de maldade com os Spotnicks num nome que evoca Vampirela. O criador de nuanças sonora Bonobo é extensamente chupado por rappers de todo canto. Esta música suave repleta de percussão em estilo oriental, quem sugou integral foi o Gutierrez.

O último disco do Rage Against the Machine, Renegades, eu consegui completinho, sem vocal algum. E a melhor de todas é sem dúvida a faixa título. Lembro quando o R.E.M. lançou Bang and Blame, só que aqui ela também aparece sem grito nem sussurro.

Botei o Sex Pistols aqui pra dar uma sujadinha no conteúdo de todo o play, mas vem também o The Go! Team (uma das melhores bandas surgidas nos últimos anos, em minha modesta opinião) com um som imundo e bonitinho ao mesmo tempo.

Pra fechar, algo digno de um fechamento de um grande filme, mas que ainda não foi (cineastas, abram os olhos, tem muita música boa pronta por aí). Pacifica, dos mascarados da lucha libre, Los Straitjackets.

Aqui vai a ordem com o tracklist do disco que você pode fazer o download;

01) Neil Young - Dead Man Theme
02) Rjd2Ghostwriter
03) Beatie Boys - The Rat Cage
04) Faith No More - Midnight Cowboy
05) John FruscianteMurderers
06) Meat Puppets - Maiden's Milk
07) Holy Fuck - Lovely Allen
08) The SpotnicksDardanella
09) Bonobo - Sleepy Seven
10) Rage Against The Machine - Renegades of Funk
11) R.E.M. - Bang and Blame (K remix)
13) Sex Pistols - Pretty Vacant
14) The Go! Team - Get it Together
15) Los Straitjackets - Pacifica



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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Funky-Nervoso-Funky


A pretensão é de colocar umas coletâneas diversas com maior freqüência por uns tempos. Às vezes não vão agradar quem pegou a anterior. Dessa vez, rolam uns ensaios tupiniquins com determinados sons pra sacudir a cadeira. Aqui no Brasil essas experiências sonoras começaram ainda na década de 1970 e hoje virou produto de exportação. É ele, o glorioso funk de tanta polêmica no popozão de meu deus.

01) Instituto - Capitão Presença – O coletivo paulista sacode a poeira nesta batida que muita gente deve curtir.

02) Curumin - Caixa Preta (com B-Negão e Lucas Santana) – Se tem um funk que tava precisando ser feito era esse. Ironia com bom humor no talo pra poder cutucar o dedo na ferida no suingue. Essa música faz parte do novo disco do Curumin lançado há pouco tempo, Japan Pop Show, que eu também aconselho.

03) Tim Maia - Rational Culture (Parteum remix) – Na minha modesta opinião, Parteum tem muito mais estilo do que seu irmão Rappin’ Hood. Diferente da maioria das músicas no tributo ao síndico, essa aqui apresenta uma versão improvisada bem forte.

04) Black Alien & Speed - Quem que Cagüetou (Fatboy Slim radio edit) – Muita gente não sabe que esse foi até hoje o maior sucesso do funk brasileiro no exterior (por ter sido propaganda de um carro foderoso). Trilha sonora do perturbador filme O Invasor, nervosa de verdade.

05) Pepa Filmes - Funk do Monstrengo – Imagina um funk argentino? Tango-funk? Esses caras que eu achei como sendo os autores dessa música são o Hermes & Renato do youtube. Procura pra você ver...

06) Bonde do Rolê - Office Boy – Uma zoada dessa banda que se esconde atrás do descompromisso pra poder zoar com quem dá na telha. A melodia da música foge um pouco do batidão funk tradicional, caindo numa levada mais pop.

07) Funk FuckersK – Homenagem da antiga banda de B-Negão àquele que seria o criador da Popozuda, o multi-esquisito gaúcho, Edu K. Quem adivinhar o idioma que essa música é cantada, ganha um prêmio.

08) Diplo - Melô da Xuxa Sadomasoquista – Participação de uma suposta Xuxa nessa música catada numa coletânea do marido da MIA, mas que com certeza não é dele. De quem seria?

09) UDR - Rock and Roll Anti-Cósmico da Morte – A segunda parte do Bonde da Orgia de Travecos pode até perder em agressividade, mas ganha que não fica no mesmo lugar.

10) Turbo Trio - Dança do Patinho (remix) – A antiga dança do cotidiano brasileiro num funk malvadão.

11) Bonde de Gorila - Porrada Solução – Quanta violência nesse mundo!

12) Gabriel Muzak - Estética Terceiro Mundista – Um funk pra poder satirizar as tantas danças que assolam nossos carnavais. Do macaco, do maxixe ou do patinho, ninguém sai incólume. Aconselho assistir ao clip dessa música.

13) Planet Hemp - Hip Hop do Rio (Bruno E mix) – Um remix quase censurado, onde não há apologia à tal erva. Ainda bem, um som bem mais limpo do que a original contida no disco Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára.

14) Max B.O. - Samba Funk de Luxo – “Sai diretoria, 100% chinelão”.

15) Gerson King Combo - Swing do Rei – Esse cara é uma lenda do funk brasileiro. Aqui num petardo que não deixa monolito sobre paralelepípedo.

Quem quiser fazer o download do disco, dá uma clicada aqui.


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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Carnicêro Rock Riffs

Hoje resolvi que vou fazer umas coletâneas com uns temas musicais dos quais tive certa vivência. Em homenagem a um personagem que certo dia passeou pelas ruas de Macondo, Roque Carniceiro, fiz esta, permeada por estimulantes notas sonoras advindas de talentosos tocadores das cordas que, ao mesmo tempo as distorcem com pedais. Nas mais diferentes escolas.

O que criou coesão nas canções aqui presentes foi a guitarra. O instrumento que ganhou popularidade junto do rock and roll. Então, mandar algum som empolgante aos ouvidos mais carentes de barulho elétrico pra furar tímpanos. Aviso: Se você não gosta de música barulhenta, corra daqui.

Na seqüência, a descrição (tá tudo mais ou menos em ordem cronológica) e o link para download no final;

01) Captain Beefhart - Sure 'nuff 'n Yes I Do - Um bluesão elétrico e malvado gritado guturalmente pelo parceiro de Frank Zappa, padrinho de Tom Waits em 1968. Penso sempre nessa música como se o Robert Crumb estivesse usando seu sarcasmo através de música contemporânea (o que na verdade ele odeia).

02) The Kinks - You Really Got Me – Clássico de toda e qualquer festa anos 1960, o Van Halen voltou a fazer sucesso com esta canção algumas décadas depois, mas sem o mesmo brilho.

03) The Sonics - Witch (version 2) – Uma guitarra suja emulando saxofone? Perfeita trilha de perseguição acelerada, coisa destes dinossauros da desgracêra, na época que isso era realmente coisa de gente esquisita.

04) MC5 - Kick Out the Jams – Esta versão do album homônimo é uma coisa de doido. Tem uma pegada ao vivo como não se vê mais num álbum de uma grande banda. Não foi à toa que quando o Rage Against The Machine regravou fez um cover tão parecido com o original, que sabe-se insuperável.

05) Iggy Pop & The Stooges - Search & Destroy – Os mais reconhecidos proto-punks pegaram alguns minutos par ate fazer uma agressão sonora e não sonífera. Escutar isso em 1973 devia ser uma coisa.

06) AC DC - Back in Black (with Bon Scott) – Pouco tempo antes do beberrão Bon Scott falecer, cantou em estúdio a música que iria ser tema do disco que estourou o AC DC definitivamente como uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Isto não foi lançado na época, porém hoje podemos revisitar a voz inconseqüente num clássico definitivo.

07) Mötley Crüe - Primal Scream – A maior banda poser depois dos Guns ‘n’ Roses nunca estourou no Brasil. Ainda bem, pois odeio esses cabeludinhos aparecidos e poderia odiar mais ainda se fossem famosos de verdade aqui. Mas nada impede escutar essa baba que se pretende agressiva, mas ao menos empolgante é sim.

08) Black CrowesRemedy – A canção que catapultou os irmãos Robinson ao sucesso. Faço uma analogia deles como algo entre Stones e Led. Lançaram um estilo retro alguns anos antes de algumas bandas assim estourarem...

09) DanzigMother – É triste pra um antigo fã dessa bandater que colocar logo essa música , que é a mais batida deles numa coletânea. Mas e daí se ela representa uma carga tão forte?

10) Helmet Unsung – Renegando tudo que todos os metaleiros pregavam de capeta, visual escalafobético à própria influência sonora, o Helmet inovou. Músicos de jazz liderados pelo nerd Page Hamilton (que já tocou com David Bowie), cravaram seu nome na história das maiores canções da década de 1990.

11) Marilyn Manson Lunchbox – O primeiro disco do ‘Michael Jackson do metal’ tinha uma música diferente de tudo que ele fez depois. Explica-se, pois foi produzida e tocada por ninguém menos do que Trent Reznor (o senhor Nine Inch Nails). Psicodelia com algo a dizer.

12) Corrosion of Conformity - Clean my Wounds – Eles foram responsáveis pela cruza (mais conhecido como crossover) do metal com o punk. Nesta canção, revivem o Black Sabbath duas décadas depois da banda não fazer nada que prestasse.

13) White Stripes - Hello Operator – Petardo que consta na segunda bolacha da banda-duo de Detroit, parece que foi gravada nos anos 70. Extremamente aconselhável ser executada nos fones de ouvido.

14) Electric Eel Shock - Rock 'n' Roll Can Rescue the World – Como bons japas irreverentes, esses jovens cheios de bom humor prestam homenagem a alguns de seus ídolos nesta foderosa intenção de ‘abarulhar’ o planeta.

Tá esperando o quê? Baixa esse axé music logo aqui ó.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Os Bastardos Populares 02

Parte dois da coletânea das músicas que não têm CPF nem identidade. Será que o sindicato dos músicos vai querer me multar por colocar isso aqui? Bem, não vou encher lingüiça, só dizer que o download é aconselhável pra quem curte uma mistureba. E avisar que não é mixtape, ou seja, as músicas estão separadinhas, cada faixa é um mp3 dentro do arquivo zippado, ok?

Vai lá a descrição das faixas. O link vai ali logo na seqüência;

01) Dj Moule - ABC Breaker (Jackson Five vs Led Zeppelin ft Beatles) – Na minha modesta opinião um dos melhores mash ups já feitos até então. Bastard Pop com letra maiúscula.

02) Go Home Productions - Hold Back Sweet Jane (Velvet Underground vs Chemical Brothers) – O coletivo de maior renome, abrem grandes festivais de música ao lado dos próprios medalhões que são sua matéria prima.

03) Mashuptown - Great me Below Your Whiskey Bar (Nine Inch Nails, The Doors & Gwen Stefani) – Túnel do tempo, Trent Reznor e Jim Morrisson numa batida de rap popzão.

04) Yg - Work out our Temper (Beatles vs Prodigy) – Os Beatles não poderiam faltar numa coletânea assim. Ao lado dos Beastie Boys, são uma das bandas mais fuçadas no reino bastardo. Aqui, em cima da insana base de uma música do Prodigy que era uma apologia ao
boa noite cindelerela.

05) Wax Audio - Whole Lotta Pigs (Led Zeppelin vs Black Sabbath) – Dois dos maiores clássicos destas bandas, que são a nata suprema do hard rock

06) El barto & Liam B - Radio Raga (Queen & ‘???’) – Essa dupla de djs costuma fazer uns experimentos sonoros mais ousados. Aqui, pegaram uma música de ragga, que eu não sei de quem é, e ajuntaram ao clássico Radio Gaga do Queen

07) Mcsleazy - Stand Up Live (Interpol vs Dizzee Rascal) – O grande hit do Interpol Evil serve de base instrumental para o mais famoso rapper inglês rasgar o verbo em cima.

08) Metamix - Mia En El Paso (Mia vs Le Peuple de L'herbe) – Suave base lounge de conjunto francês que através do Metamix emprestou a base para Pull Up the People na voz da cantora ‘cingalesa'.

09) Witness The Curtains Closing (Artic Monkeys vs Roots Manuva) – Um crossover de rap com rock bem ao estilo da trilha sonora Judgment Night (quem conhece o disco sabe).

10) Jimmi JamesWonder Bop (Oasis vs Ramones) – Esculhambação no fim da festa. Uma das baladas mais tocadas dos anos 90 (Wonderwall) casando com a base de Blitzkrieg Bop. Não, eu odeio Oasis sim, mas ficou comédia e até um pouco audível.

11) Dj Zebra - Processed Ring (De La Soul vs Kasabian) – Britpop em ritmo de black music? Bem, o Kasabian é uma banda eclética que combina com quase tudo.Aqui casou bem.

Interessou? Baixe mais uma coletânea 'de sucesso' aqui (em apenas 52 megabytes). É só esperar cerca de 30 segundos que o 4shared libera o download pra você.



terça-feira, 4 de março de 2008

Os Bastardos Populares 01


Vamo todo mundo baixar CD que aqui ninguém paga nada. Todo mundo fazendo download de Bruno e Marrone, Dança do Créu e tudo mais. Só que aqui a história é mais classuda. Falando bem e relevando o que achar necessário e descendo a lenha no que não respeitamos, por aí vai.
Começo pela pior parte, falar de uma das atividades que mais tem influenciado DJs e aficionados musicais no mundo virtual nos últimos anos. São as mixtapes ou o tal do podcast, esse tipo de coisa que eu não tenho paciência, me perdoem quem gosta. Isso nada mais é que um arquivo de mp3 bem grande repleto de músicas com transições bem-feitas (ou não) entre as tais para as pessoas poderem fazer o download.

Só que eu não sou ligado neste tipo de virtuose modernosa. Nada contra quem o pratica. Complementando, como dizia Jello Biafra, eu gosto de músicas curtas e pau no cu do Rick Wakeman. Pois se você quer me aplicar um monte de música nova passe-as, por favor, uma por uma e com o nome certinho em cada uma delas se possível.

Pois é isto que eu pretendo fazer durante alguns drops musicais aqui no blog. Inauguro com a primeira coletânea decente elaborada por este que vos expressa num apanhado de bastard pop (ou mashup), na verdade são uns bootleg bem frankenstein. Pra quem não conhece, é um gênero musical sem lei, liquidificador surgido ainda nos anos 1970, porém transformado em forte gênero dentro ato de remixar, através da extrapolação caseira de softwares de edição de som.

Pra bolar seu próprio bastard pop, você pega um acapella de determinada música que tem um andamento parecido com o instrumental de outra música que possui as BPM (batidas por minuto) sincronizadas e cria uma nova canção. O mais pertinente disso é que às vezes colocam vozes de cantores alternativos mescladas às mais chatas batidas radiofônicas ou vice-versa. Em síntese, são duetos improváveis ou atemporais.

Feitos por djs mais ou menos talentosos que inserem efeitos imperceptíveis com teclados ou até mesmo com banda de apoio. Pra quem acha que isso é moda passageira, considero este um ato ingenuamente punk, muito mais sincero do que muito barulho que andam fazendo por aí (no sentido do faça você mesmo).

Lembro-me da primeira vez que escutei algo do tipo, há uns cinco anos atrás. Tinha o instrumental de Boys & Girls (do Blur) mesclado ao vocal de I Want You Back (dos Jackson Five). Tá aqui embaixo, junto de outras. Dentro de poucas semanas, na seqüência, mais uma coletânea do gênero, com mais 11 músicas.

Abaixo a descrição de cada uma:

01) Mechupa - Planet Maravilha (Afrika Bambaata vs Jorge Ben) – Feita por um pessoal de São Paulo, este é o único nacional que eu gostei. E foi muito.

02) Dinbot - Tom's Penis (King Missile vs Suzanne Vega) – A tradicional musiquinha do dã-tan-dã-rã-tã-dan-rã-rã, sucesso absoluto aqui no Brasil em mil novecentos e bolinha ganhou uma simpatia danada acompanhada do lisérgico instrumental desta amalucada banda, que originalmente contava a história de um cara que tinha um pênis destacável.

03) Mcsleazy - It's Gigantic (Pixies vs Run DMC) – O grande hit dos Pixies, que lá tinha vocal feminino aqui ganha uma macia roupagem rap na voz do finado trio americano.

04) Dsico - I Want Boys (Blur vs Jackson Five) – Quase que o mais legal é o título pra cutucar o perverso hábito do rei do pop. Perfeita sincronia.

05) Totom - Get Down Only (Nine Inch Nails vs Kool And The Gang) – Se você duvida do groove de Trent Reznor, dá só uma sacada nessa requebrada.

06) Metamix - Three Bikinis On The Rocks (Vegomatic vs The Clash) – Instrumental de Rock The Casbah junto de uma sexy voz cantada em francês. Infelizmente não conheço a banda de quem canta, que parece ser muito boa. Só pra constar; existe um tributo ao disco London Calling somente em mashups que é difícil de descer.

07) Irn Mnky - J. Cream (Johnny Cash vs Wu-Tang Clan) – Rap com country funciona? O homem de preto deve ter curtido esta renovada lá no seu túmulo.

08) Dj Moule - Foxy Break Beat (Jimmy Hendrix vs Propellerheads vs Death in Vegas) – Este é um dos mais competentes djs do gênero. Não peca nadinha.

09) Dj Zebra - She Wants a Muse (N.E.R.D. vs Muse) - Uma versão mais linear de um bastard pop, que ainda assim não deixa de ser uma boa peça.

10) Soul 2 Soul Soundsystem - Bring the Seven Nation (White Stripes vs Public Enemy) – Um improvável casamento entre o branquelo duo retrô e os afro-aguerridos trovadores do microfone.

11) Dj Mugs - Take me Trouble (Franz Ferdinand vs Beastie Boys) – O multi-tarefas dj do Cypress Hill ainda arruma tempo pra fazer suas brincadeiras em outros campos menos sérios. Aqui, uma das bandas que possui mais mesclas, os Beastie Boys.

Baixe esta coletânea 'de sucesso' aqui (apenas 55 megabytes).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Uma Pancada de Maravilhas

Fiz isso aqui pra me expurgar uns fantasmas da década de 1980. Sim, odeio praticamente tudo ao que se refere às músicas daquele período. Afinal, morei 18 anos ao lado de uma discoteca que só tocava música da tal década perdida. Inclusive algumas das que vou postar aqui eram algumas que me atazanavam pra dormir por certas noites. Tudo bem que curto hardcore oitentista, um Pixies aqui, um Gang of Four ali, só que aí são outros quinhentos.

Enfim, esse álbum aqui foi montado com a assesoria do Toledão e é um especial sobre bandas de um só sucesso. Na Gringolândia já existem diversas coletâneas deste gênero, onde as bandas são conhecidas como One Hit Wonders (maravilhas de uma vezada).

Algumas das bandas aqui presentes até chegaram a ter outros pequenos trunfos, mas nada como os hits compilados em Uma Pancada de Maravilhas. O foco são os anos 1980, só que pra dar uma pujança, tem coisa dos 1990 também. As três últimas músicas são daquelas que eu considero um porre, coloquei só pra encher linguiça mesmo.

Na seqüência um faixa-a-faixa cretino:

01) Os OstrasUma, Duas ou Três (Punheta) – Aparecida com o boom de bandas brasileiras nos primórdios da emetevê, Os Ostras não vingaram mais. O sarcasmo juvenil contido na letra e melodia desta música de pegada surf music, ao contrário da banda, nunca foram esquecidos.

02) Skowa & A Máfia - Atropelamento e Fuga!!! – Referência da música negra brasileira, Skowa alcançou o sucesso nacional pelos idos de 1988 com esta canção com samplers de Jimi Hendrix suingados.

03) Virgulóides - Bagulho no Bumba – Essa todo mundo lembra, a banda tocava semana no Gugu e semana no Faustão, nas gloriosas tardes de briga de Ibope no domingo. Anos depois que eu fui notar que isso era plágio de Mundo Livre S/A (ou vice-versa?). A levada é idêntica à Livre Iniciativa, lançada na mesma época por Fred 04 e sua patota.

04) Fausto Fawcet - Kátia Flávia – Um dos poucos clássicos dos finados anos 1980 que eu posso dizer que gosto. Foi trilha sonora de uma das últimas novelas que prestaram nesse mundo (sei lá se novela prestou um dia). Ah, pra quem viu o filme Lua de Fel, do brilhante Roman Polanski não esquece da 'Loirassa Belzebu' na trilha também.

05) Black Future - Eu Sou o Rio – A única que não conheci na infância/adolescência, mas sei que tocava muito nas rádios cariocas quando foi lançada. Considero a melhor dessa coletânea.Uma cantora inglesa chamada Ebony Jones tá fazendo sucesso numa música chamada Don't Fart on my Heart (não Peide no Meu Coração) com um sampler em cima deste clássico roqueiro carioca de 1988. 06) Garotos de Rua - Tô de Saco Cheio – “Lá em casa continuam os mesmos problemas” e na sua? Cantando no chuveiro?

07) Grafite - Mama Maria – Mais uma típica e maçante batida oitentista com um dos refrões mais batidos que eu já escutei. Olha o nome da banda, que coisinha mais pretensiosa.

08) Absyntho - Meu Ursinho Blau Blau – Essa eu lembro no Cassino do Chacrinha. O vocalista , Sylvinho Blau-Blau, esboçou ser o grande galã das empregadinhas com seu mullet, achando que ia arrebentar a boca do balão. Virou crente.

09) Hanói-Hanói - Totalmente Demais – Essa daqui até Caetano Veloso regravou. Em 1986, acho que foi a mais tocada, estava em todo canto, com sua letra boba e malandrinha.

10) MetrôTudo Pode Mudar – Banda de franceses radicados no Brasil. Essa faixa aqui eu nem comento de tão ruim.

11) P.O. Box - Papo de Jacaré – Letra retardada pra música idem.

12) Ritchie - Menina Veneno – Essa daqui eu coloquei de birra comigo mesmo, a mais baranga de todos os tempos! Não perde nem pra Waldick Soriano.

Link para download aqui.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A Pessoa é Para o que Nasce

Sem forçar a barra pra puxar saco de de estrelas pseudo-cultas da música pop, vou indicar um disco diferente. Trilha sonora do documentário A Pessoa é para o que Nasce, baseado na vida das irmãs Maroca, Poróca e Indaiá, as famosas Ceguinhas de Campina Grande.

Apresentadas ao grande público num curta-metragem realizado em 1997 pelo diretor Roberto Berliner (que dirigiu também o longa em 2004), essas orfãs emboladeiras e tocadoras de ganzá sustentavam uma família com 14 pessoas desde novas.

A Pessoa é para o que Nasce é um longa-metragem que conta a trajetória delas em sua primeira apresentação em São Paulo e no Festival Percpan (o maior do país). Apresenta essas compositoras naturais, descobertas ao acaso pelo diretor, a exemplo de Adão Xalebaradã, compositor nato encontrado em plena produção durante as filmagens do célebre Notícias de Uma Guerra Particular, por João Moreira Salles.

Mas o negócio é falar do ousado projeto da trilha sonora desse documentário. Coisa muito rara, por sinal, documentário ter trilha própria. O primeiro cd conta com as canções originais de Maroca, Poróca e Indaiá. Permeadas por sinceros diálogos do filme e não possuem acompanhamento de banda, somente a embolada executada pelas próprias. Às vezes as conversas soam engraçadas, às vezes nota-se um tom emocionado, nunca forçado.

E como surpresa o segundo disco, com releituras de diversos medalhões do pop tupiniquim. Quero deixar claro que não gosto de alguns artistas, mas apreciei as releituras. Destaques para o Mombojó, que contou participação do ex-vocalista do Sheik Tosado, China, na nostálgica Abre a Janela. B Negão interpreta o veloz côco Siga e Venha, Siga e Vá numa linguagem ragga, com a participação das próprias autoras. Coco do Leão Arretado, Nervoso & Canastra transformaram num épico nordestino.

Animou? Então baixa o CD 02, com as releituras aqui. Lista das músicas:

01 Atirei no Mar II - Os Paralamas do Sucesso e B Negão
02 Abre a janela - Mombojó
03 Como é bom a gente amar - Lenine
04 Segredinho - Junio Barreto
05 Siga e venha, siga e vá - B Negão
06 Laurinda - Banda Eddie
07 Coco do leão arretado - Nervoso e Canastra
08 Tamborim - Zé Renato e Teresa Cristina
09 Avião - Lirinha
10 Canção da despedida - Otto
11 Moço me dê uma esmola (Vista Grossa) - Fausto Fawcett e Laufer
12 Noite Enluarada - Pato Fu
13 Era tarde - Cabelo
14 Abre a janela e escuta - Silvério Pessoa
15 Jurema Preta - Elba Ramalho
16 Inhame - Versão Lula Queiroga
17 As quatro coisas do mundo - Bráulio Tavares
18 Sinto no peito essa dor - Pedro Luís e A Parede
19 Dub blind - Originais do Sample

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Batidas Beatificadas, Ainda Ressonando


A circulação de costumes fora do padrão perpetrada pela chamada Geração Beat se consolida até hoje, através de influência de uns mitos tipo Jim Morrisson ou Bob Dylan. I'm Not There filme recém lançado que conta a vida de Dylan, mostra a passagem de quando o bardo do folk conhece seu ídolo beat e futuro amigo, Allen Ginsberg. É o único momento do filme em que um dos Bob Dylan retratados (são vários retratados, cada hora como uma personagem diferente, uma criança negra, uma mulher, um velho, um preso etc) se mostra uma pessoa humilde.


Posteriormente ao contato com a geração dos 60, Allen Ginsberg se envolveu com diversas bandeiras e projetos musicais. Primeiro, foi a legalização do aborto e da maconha. Depois, envolveu-se com os punks engajados do The Clash, que fizeram parceria com ele na excelente música Ghetto Defendant. Depois, Paul McCartney e Philip Glass musicaram com ele o poema The Ballad of the Skeletons, uma de suas mais contundentes letras que, mesmo sendo de 1986, parece que foi escrita hoje. Já postumamente, o DJ Spooky remixou o poema End the Vietnam War, com o próprio Ginsberg declamando e, mesmo retratando um fato datado, soa simpático. Até o Rage Against the Machine já ‘declamou’ um poema de Ginsberg ao vivo.

Já o eterno adicto Willian Burroughs foi ator em diversos filmes e produziu canções com nomes bem distintos um do outro, de Kurt Cobain a Ministry, de The Doors a Kate Bush etc. Um filme que eu recomendo, onde Burroughs faz um papel de um padre que é quase ele mesmo é Drugstore Cowboy, sobre pessoas que assaltavam farmácias para se drogar. Uma canção bem relax que ele fez com o R.E.M. e que ficou muito bacanuda se chama Fuck Me Kitten, onde imagina um relacionamento passado com Marlene Dietrich.

Jack Kerouac, o beat mais famoso, morreu direitão. E bem mais cedo que seus pares, por isso o que se encontra dele no mundo da música e do cinema é tributo/citação. A banda brasileira Gang 90 fez uma música com o nome dele, com o finado vocalista Júlio Barroso sonhando ser o próprio mito beat. Além da citação Só As Mães São Felizes, título de uma música e de uma biografia sobre Cazuza também ser de autoria de Jack Kerouac. Em 1997, foi feito um tributo a ele chamado Kerouac: Kicks Joy Darkness, com Morphine, Patti Smith, Tom Waits, Hunther Thompson etc.

No fim do ano passado, a mídia espalhou a notícia de que Walter Salles iria filmar o clássico On The Road com Johnny Depp no papel principal. Resta saber se sai da gaveta mesmo e se vai prestar.

O responsável por trazer a literatura beat ao Brasil, já na década de 1980, foi o poeta maldito curitibano Paulo Leminski. Daí houve um hiato nos 1990. E nos últimos anos a editora L&PM passou a lançar muita coisa deles em pocket, inclusive uma célebre tradução/introdução à On The Road do célebre jornalista Eduardo Bueno.

Hoje em dia, se formos medir a influência da geração beat no mundo da música, encontramos ecos também nas obras de Beastie Boys, Bad Religion, The Raveonettes, Queens of the Stone Age e num monte de roqueiro degenerado por aí.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Batidas Beatificadas

Há alguns anos o professor de fotografia Rui Cezar sugeriu aos seus maus alunos que não quisessem tomar recuperação final para fazer um trabalho paralelo que até hoje não esqueço. Com o passar do tempo, acabei mergulhando naquele tema, sobre um movimento ligeiramente desconhecido ou visto com maus olhos pela maioria das pessoas. E se uma grande porção de mitos beberam na fonte deles, os Beatniks, algo de bom deve ter saído dali.

A palavra batida possui várias conotações na língua portuguesa. Pode designar ritmo musical, colisão automobilística, coisa ultrapassada, coquetel alcoólico, comida, montaria, uma diligência policial em local suspeito ou um rastro (no mato). No caso da sua correspondente em inglês, beat, que também é cheia de sentidos e pode ser entendida musicalmente falando, além de ser muito empregada para designar algo como um 'cara batido', 'escória' etc.


No ano de 1948, o escritor Jack Kerouac enxergou na palavra beat o termo latim correspondente a beatitude e cerca de dez anos depois a estrutura dos costumes ocidentais já não era a mesma, meio que influenciada por isso. Após a consolidação do best-seller Pé na Estrada (mais conhecido como On The Road), escrito durante uma semana sob intensas doses de efedrina por Kerouac, ocorreu uma busca individualista em não se encaixar mais sob o sonho do american way of life.

Paulatinamente o grupo de escritores amigos de Kerouac, já denominados Geração Beat, alimentou a incitação pra que cada indivíduo deixe de lado seus desejos consumistas, expondo as veias endinheiradas da América. Claro que em pleno período de caça às bruxas, foram acusados de comunistas, porém, como a maioria deles era apolítico ao extremo, logo espantaram as acusações cegas dos políticos conservadores adeptos do movimento Macartista pras cucuias.

Diversos autores, como o poeta Allen Ginsberg ou o relator drogadicto Willian Burroughs eram colocados como personagens (sempre com nomes fictícios) nos livros de Kerouac. Logo foram se tornando respeitados pela sua facilidade em levantar a discussão sobre diversos temas polêmicos ou vanguardistas. Desde ecologia, budismo, literatura oriental, banditismo, legalização das drogas, aborto, liberdade sexual e outros tabus dos quais hippies e punks levantariam bandeira nas décadas seguintes. Se formos considerá-los como a primeira subcultura de massa do planeta também não estamos falando mentira.

No fim da década de 1950, o movimento foi de beat pra beatnik e concretizou-se como um sucesso na grande mídia. O sufixo 'nik' vem da paranóia americana com os costumes que os beats amalucados escancaravam, tão forte como o recém-lançado (naquela época) satélite russo Sputnik, o primeiro a circundar a esfera do planeta.

No fim das contas, até havia uma relação do movimento com o fotógrafo suíço radicado nos Estados Unidos, Robert Frank, mas aí já é outra história. Assim como dizer quem foram os músicos, artistas e cineastas que piraram na fórmula beatífica dos beats.